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Central de Dúvidas

Conheça as principais uvas viníferas, sua origem e pronúncia.

UVAS TINTAS

Baga | bá-ga
Sua origem é provavelmente o Dão, região das Beiras, e de lá se espalhou para oeste em direção à costa e à região vizinha da Bairrada. Uva pequenas, de pele espessa, apresenta naturalmente taninos e acidez em abundância. Os melhores exemplares apresentam aromas frutados enquanto jovens e desenvolvem aromas complexos com a idade, como ameixas pretas, ervas, olivas, fumaça e tabaco, quando seus taninos são amaciados em garrafa. É a casta tinta mais tradicional da Bairrada.

Barbera | bar-bê-ra
Não há consenso sobre as origens desta uva: uma hipótese é que ela se originou nas colinas de Monferrato, na região do Piemonte Central, na Itália; porém, como não há referência a ela no período pré-filoxera no Piemonte, sugere-se que ela foi introduzida na região num período relativamente recente. Uma uva produtiva, que amadurece relativamente tarde, mas que mantém bom nível de acidez mesmo quando completamente madura, e uma cor intensa. A Barbera é a terceira tinta mais plantada na Itália depois da Sangiovese e da Montepulciano. Mais de 60% do total está no Piemonte.

Cabernet Franc | ca-ber-nê frã
Apesar de até hoje brilhar em regiões francesas como Vale do Loire e Bordeaux (Margem Direita), a origem da Cabernet Franc é, provavelmente, o País Basco. Dependendo da região onde é cultivada e a maneira como é vinificada, apresenta aromas de pimentão vermelho, geleia de morango ou couro. Na França, integra o famoso corte bordalês, porém em geral como coadjuvante. Na Argentina, Chile e Uruguai tem papel importante em vinhos varietais ou de corte.

Cabernet Sauvignon | ca-ber-nê sô-vi-nhom
Destacam-se em seu perfil a capacidade de gerar vinhos concentrados e tânicos. Quando cultivada em locais mais frios aparecem os aromas de groselha e cassis; em locais quentes percebem-se amora-silvestre e cereja negra. Outros aromas possíveis são pimenta-do-reino e menta. Por sua grande capacidade de adaptação é cultivada em praticamente todas as regiões vinícolas do mundo, mas sua origem é o Gironde, em Bordeaux, na França, a partir de um cruzamento entre a Cabernet Franc e a Sauvignon Blanc.

Carignan | ca-rri-nhan
Ela é conhecida como Mazuelo na Espanha e apresenta muitos sinônimos tanto na Espanha, onde é chamada de Cariñena, quanto em outros países, o que sugere que é uma variedade que se dispersou ao longo do tempo. Exames de DNA comprovaram que a Cariñena e a Mazuelo são idênticas e, mais recentemente, que a Carignan é também idêntica a Bovale di Spagna, na Ilha da Sardenha. Vigorosa e altamente produtiva, apresenta amadurecimento tardio, então precisa do calor do mediterrâneo para prosperar. Seu lar é realmente o sul da França e já foi uma das uvas mais plantadas deste país.

Carmenère | car-me-nér
Cruzamento da Cabernet Franc com a Gros Cabernet, originou-se na região do Gironde, em Bordeaux, na França. Ela sobreviveu, depois da filoxera, porque foi confundida com a Merlot e levada para o Chile durante o século XIX – somente nos anos 1990 é que se confirmou sua verdadeira identidade. Em climas frios aparecem os aromas de pimentão e framboesa; nos mais quentes, ameixa-preta e geleia. No Chile gera vinhos de cor profunda e aromas herbáceos.

Dolcetto | dol-ché-to
Uva do noroeste da Itália, o nome Dolcetto significa “pequeno doce”, por causa da baixa acidez das uvas, mas os vinhos são quase sempre secos, bastante tânicos e frescos. É típica do Piemonte, ao lado da Nebbiolo e da Barbera.

Gamay | gia-mé
É uma uva da Borgonha que produz vinhos para consumo rápido, como os Beaujolais Nouveau, mas também elabora tintos mais sofisticados nos principais crus desta região francesa. É uma variedade muito antiga da Borgonha e origina vinhos frutados (cereja e morango), de taninos sutis e acidez marcada.

Ganarcha ou Grenache | gar-na-xa ou gree-nach
Uva espanhola que apresenta, em geral, muita fruta e álcool, além de ótimo corpo e boa acidez. Na Espanha, onde é chamada Garnacha, encontram-se mais aromas de frutas e teor alcoólico elevado; na França, como Grenache, irão aparecer aromas de morango seco, ervas e tabaco, em vinhos mais leves. Por sinal, 70% dos vinhedos da apelação francesa Châteauneuf-du-Pape, no Vale do Rhône, são de Grenache.

Malbec | mal-béc
Sua terra natal é Cahors, na França, onde é chamada de Côt ou Auxerrois. Seus sabores clássicos são condimentados ou de frutas silvestres e seus vinhos possuem taninos potentes. Na Argentina adaptou-se tão bem que se tornou a tinta mais popular do país.

Merlot | mer-lô
A Merlot foi por muito tempo apenas coadjuvante na elaboração de grandes vinhos de Bordeaux, na França, por arredondar as “arestas” da Cabernet Sauvignon. Porém, ganhou espaço em vinhedos na Margem Direita, onde se adaptou muitíssimo bem ao solo argiloso e gera vinhos aveludados. No Chile também é comum e origina exemplares elegantes e macios. Entre seus aromas dominantes framboesa, cereja-negra, frutas cristalizadas, chocolate e cedro. Quando o vinho é amadurecido em carvalho americano percebem-se notas herbáceas.

Montepulciano | monte-pul-tchiano
É uma uva plantada por toda Itália central, mas sua melhor expressão é na região de Abruzzo, onde elabora o tradicional Montepulciano d'Abruzzo, vinho equilibrado e de boa acidez. Atenção para não confundir com a cidade chamada Montepulciano, na Toscana, onde o vinho é elaborado com a Sangiovese.

Nebbiolo | ne-bi-ó-lo
Uva típica do Piemonte, caracterizada pela quantidade excelente de corante, tanino e acidez que confere aos famosos Barolos e Barbarescos. O nome se refere as regiões repletas de neblina do norte da Itália. Tradicionalmente é uma uva de trato difícil e seus vinhos demoram anos para amadurecer, por isso também dizem que ela é a resposta da Itália à Pinor Noir francesa. Um longo tempo em garrafa pode resultar em um vinho muito sedutor.

Nero d’Avola | néro-dávola
Essa é a variedade de tinta mais plantada na Ilha da Sicília, sul da Itália, e muito valorizada por sua cor exuberante, pela estrutura que dá aos vinhos e o potencial de envelhecimento. É bastante comum encontrar vinhos varietais dela, porém atualmente alguns produtores também a utilizam em cortes.

Petit Verdot | pê-ti ver-dô
Uma das uvas utilizadas no corte bordalês confere alto teor de taninos e aromas florais aos vinhos, além de cor mais escura. Gosta de regiões onde o clima é ensolarado para amadurecer de forma completa. Além da França, origina excelentes vinhos no Chile e na Argentina, entre outros países, também como varietal.

Pinot Noir | pi-nô nu-ár
Esta é a cepa da Borgonha que origina alguns dos vinhos mais famosos do mundo. Uva bastante complexa e delicada, é melhor cultivada em climas frios, onde desenvolve mais acidez e aroma, e seus vinhos variam enormemente de região para região. Quando envelhecido em barrica provavelmente irá apresentar os famosos aromas animais, de couro ou de cogumelos secos. Além dos tintos, entra nos cortes dos grandes espumantes e champanhes. O que confere a capacidade de envelhecimento a um Pinot Noir é a acidez que o vinho apresenta.

Pinotage | pi-no-taj
Esta é uma das tintas mais plantadas na África do Sul, fruto de um cruzamento entre a Cinsaut (lá chamada Hermitage) com a Pinot Noir. A ideia do cientista que a criou era ter uma uva com as características da Pinot Noir, porém resistente ao clima sul-africano. Entre os aromas pode-se encontrar cereja-negra e amora-silvestre, quando cultivada em climas mais frios; e figo e mentol em climas mais quentes.

Primitivo | pri-mi-ti-vo
Nativa do sul da Itália, região extremamente quente, a Primitivo gera vinhos suculentos e muito alcoólicos. Pode ser utilizada em vinhos varietais ou de corte, mostrando aromas bastante frutados que lembram cereja. O DNA da Primitivo é igual ao da Zinfandel californiana, porém elas produzem vinhos muito diferentes.

Sangiovese | san-dio-vê-ze
Esta é a estrela da Itália e origina vinhos com marcada acidez, de médio corpo, como os Chianti, aos encorpados Brunellos de Montalcino. Didaticamente, são mais comuns dois estilos de vinhos: o rústico, que mantém a alta acidez e os aromas herbáceos do vinho envelhecido em barricas bem usadas; e o moderno, quando o vinho é amadurecido em carvalho para agregar sabor e suavizar a acidez. Groselha, tomate assado, framboesa e amora-silvestre também são aromas possíveis.

Syrah | si-rrá
Esta uva tem sua expressão máxima na região do Vale do Rhône, no sul da França, onde prevalece em vinhos de corte como Côte-Rotie e Hermitage. Na França produz vinhos de corpo médio a encorpado com aromas predominantes de ameixa, pimenta-verde, couro e cacau; já em países do Novo Mundo, onde é chamada de Shyraz, produz rótulos encorpados, frutados e com aromas de chocolate, especiarias e baunilha.

Tannat | ta-ná
Esta é uma cepa francesa (de Madiran, sul do País europeu) adotada pelo Uruguai, onde brilha como protagonista e em vinhos de corte. Possui cor profunda, estrutura firme, abundância de taninos e marcada acidez. Em geral seus vinhos são intensos, elegantes e com longo final. Nos Estados Unidos, dá excelentes resultados em cortes elaborados na Califórnia.

Tempranillo | tem-pra-ni-lho
Base dos grandes espanhóis da Rioja e Ribera del Duero, esta uva elabora vinhos potentes, com taninos e acidez elevados, ricos em frutas e especiarias. Na Espanha também é conhecida como Ull de Llebre, Tinto Fino, Tinta del País, Tinta de Toro e Cencibel; em Portugal, Tinta Roriz e Aragonez. Na Espanha, os vinhos são identificados de acordo com o período de amadurecimento em carvalho (Crianza, Reserva e Gran Reserva). Entre seus aromas dominantes cereja, figo seco, cedro, tabaco e endro.

Touriga Nacional | tou-ri-ga na-cio-nal
Originária da região do Dão, em Portugal, hoje está disseminada de Norte a Sul do País. Uva de coloração profunda que é muito importante na composição dos vinhos do Porto. Além disso, dá vida a tintos secos ao lado de outras clássicas portuguesas. Entre suas características, aromas exuberantes de frutas negras e taninos abundantes. Seus exemplares no Douro tendem a ser aveludados em boca; no Dão, ressalta-se a acidez picante; e no Alentejo origina vinhos encorpados, suculentos, com destacados aromas de frutas vermelhas e toques de baunilha devido a passagem por barrica.


UVAS BRANCAS

Alvarinho ou Albariño | al-va-ri-nho ou al-ba-ri-nho
Em Portugal, Alvarinho, que dá corpo a vinhos únicos e de personalidade, aromáticos e delicados com notas de pêssego, limão, lichia, casca de laranja e flor-de-laranjeira. É responsável pelo sucesso dos vinhos de Monção e Melgaço, na região do Minho, onde os varietais têm estrutura para vinhos de guarda. Na Espanha, Albariño, a estrela da Denominação de Origem Rías Baixas, na região da Galícia. Aromas de flores e frutas brancas combinadas com notas cítricas são a característica da versão espanhola.

Bical | bi-kau
A origem dessa uva aromática pode ser o Dão ou a Bairrada, no centro de Portugal. Entre seus sinônimos está Borrado das Moscas, nome que se deve aos pequenos pontos marrons que aparecem em frutos completamente maduros. Ela também é chamada de Arinto de Alcobaça, no Tejo e no Alentejo, e Arinto de Bucelas, na região próxima a Lisboa. Quando envelhecido em garrafa, os melhores exemplares podem desenvolver aromas semelhantes a um Riesling. Além de brancos, muitos espumantes são elaborados com essa uva.

Chardonnay | char-do-né
Certamente esta é a mais famosa uva branca do mundo. Nascida e criada na Borgonha, na França, é a única branca permitida para os cobiçadíssimos vinhos desta região. Também brilha em Champagne, onde tem papel fundamental. A partir do século XX aconteceu a disseminação da Chardonnay para todo o mundo, gerando vinhos com características diferentes que se tornaram muito respeitados em outros locais que não a França. Geralmente seus exemplares são frutados, acessíveis, amanteigados e com aroma de baunilha, caso passem por barricas de carvalho. Em climas mais frios surgem frutas verdes; já em locais mais quentes aparecem as frutas tropicais.

Chenin Blanc | xê-nam-blan
Uva francesa considerada uma das melhores brancas do mundo. Muito versátil, origina desde espumantes até vinhos doces de colheita tardia. Foi levada para a África do Sul em 1580, onde também é conhecida como Steel. Nas regiões frias de Paarl, cercada por cadeias montanhosas, gera vinhos ácidos, frescos, com aromas cítricos e herbáceos.

Gewürztraminer | guevutz-tra-minér
Esta uva de casca cor-de-rosa é uma mutação aromática da uva Savagnin Rose (que não é aromática) e a primeira ocorrência do seu nome aparece na Alemanha, no século XIX. Produz seus exemplares mais celebrados na Alsácia, França, porém é cultivada no mundo inteiro. No seu auge, apresenta aromas e sabores de lichia e pétalas de rosas, sendo o vinho bastante encorpado, com textura untuosa, elevado teor alcoólico e baixa acidez. Outros aromas possíveis são gengibre, canela e “creme nívea”. Produz vinhos secos e doces.

Loureiro | lou-rei-ro
O nome vem de “louro”, uma referência aos aromas das flores e folhas de louro que emanam dessa variedade. É tradicional da região do Vinho Verde, em Portugal, sendo que foram encontradas evidências que datam do século XVIII na região de Melgaço. Durante muito tempo foi considerada coadjuvante em vinhos de corte com a Alvarinho, mas já há algum tempo protagoniza rótulos de frescor e elegância reconhecidos.

Macabeo | ma-ca-bêu
Na região do Penedès, onde entra nos cortes dos Cavas, é conhecida como Macabeo; já na Rioja é a Viúra – a variedade branca mais plantada no Norte da Espanha. Entre suas principais características, aromas bastante perceptíveis e boa acidez.

Palomino Fino | palo-mino-fino
Essa é chamada a uva do Jerez. É uma variedade antiga do Sul da Espanha e tem vários sinônimos, como Listán. Historicamente recebeu este nome em homenagem ao Rei Alfonso X, Fernan Ibanez Palomino, e foi introduzida nas Ilhas Canárias no século XV. Apresenta baixa acidez e adaptou-se perfeitamente ao solo calcário de Jerez (albariza), onde produz excelentes fortificados.

Parellada | pa-ra-lha-da
Variedade aromática, de alta qualidade e uma das três brancas principais da DO Cava, ao lado das Macabeo e Xare-lo. É considerada a mais nobre do corte, dando frescor e acidez ao espumante. Conhecida também pelos vinhos frutados e delicados, geralmente para beber jovens.

Pedro Ximénez | pe-dro xi-menez
Essa variedade é da Andaluzia, sul da Espanha, onde é cultivada desde o século XVII, ou até mesmo antes. Produz vinhos fortificados escuros, densos e com aromas de figo da região de Jerez, com destacada acidez que geralmente equilibra sua doçura.

Pinot Gris ou Pinot Grigio | pi-nô-grri ou pi-nô-gri-dio
Se a origem for a Alsácia, na França, provavelmente o vinho terá aromas de limão, pêssego e mel; se for nos Estados Unidos ou Austrália, o estilo será frutado e seco; se for na Itália, onde é conhecida como Pinot Grigio, é provável que o vinho tenha notas cítricas e certa salinidade. Não há um melhor que o outros, todos tem características específicas do terroir onde são produzidos. Uma curiosidade é que a casca desta uva é cinza (gris, em francês) e os vinhos são brancos – lembre-se que a cor está na casca!

Sauvignon Blanc | sô-vi-nhom-blã
Esta uva é a responsável por alguns dos mais respeitados rótulos brancos secos do mundo elaborados no Vale do Loire, na França. Pode ser vinificada com ou sem a presença de barrica, gerando vinhos bastante diferentes. Sua principal característica é produzir exemplares secos, com notável acidez e com aromas que lembram ervas. Se a origem for francesa é provável que o limão se destaque; se for norte-americana, o pêssego-branco se sobressai; se for da Nova Zelândia, percebe-se muito maracujá; já no Chile, aparecem com mais intensidade melão e abacaxi.

Sémillon| sê-mi-on
Esta é a principal uva empregada nos vinhos doces de Sauternes, Bordeaux, onde encontra equilíbrio ao lado da Sauvignon Blanc. O “milagre” acontece porque esta uva é muito sensível ao ataque dos fungos Botrytis Cinerea, que desidrata o bago e concentra seus açúcares. Os Sauternes são conhecidos pela rara combinação entre doçura, acidez, suavidade e aromas. Também origina vinhos secos em Bordeaux, na região de Graves; e na Austrália, ao lado da Sauvignon Blanc.

Riesling | rís-lin
Esta é uma uva de personalidade extremamente marcante e acidez elevada. Gosta tanto do clima frio da Europa, na Alemanha e na Alsácia, quanto da Austrália. A Riesling pode originar vinhos extremamente secos até os intensamente doces. Pela acidez elevada, tem potencial de envelhecimento. Um Riesling jovem apresenta sabores de lima, damasco e maçã; com a idade podem aparecer aromas aparentemente estranhos, como de querosene; nos doces, mel e marmelada são os mais evidentes.

Torrontés | tô-rron-tês
Natural da Argentina, a Torrontés é um cruzamento entre a Muscat de Alexandria e uma uva chilena chamada País. Em regiões mais frias como Salta, dá origem a vinhos secos com aromas de toranja, casca de limão siciliano e toques iodados. Já em locais mais quentes como Mendoza e San Juan aparecem os aromas característicos de pêssego e goiaba. Em geral são vinhos leves, refrescantes e saborosos.

Xarel-lo | tsa-re-ló ou ça-réio
Uva catalã de grande personalidade, faz parte da tríade dos Cavas, ao lado de Macabeo e Parellada, mas também elabora vinhos tranquilos. Empresta alto teor de acidez aos vinhos, o que reflete em longevidade da bebida. Aromas cítricos, florais e frutados estão entre as suas características olfativas.